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Checklist de inspeção ANVISA para cultivo de cannabis: 25 itens para ter em ordem

Por Equipe CannaLogBook ·

Inspeções sanitárias não avaliam intenção — avaliam evidência. Este checklist organiza, em oito blocos, os itens que costumam ser verificados em operações de cultivo de cannabis sob as RDCs 1.013 e 1.014/2026, e para cada item indica o registro que o comprova. Use como roteiro de autoavaliação mensal.

Conteúdo informativo, com base nas resoluções publicadas em 2026 e na prática de operações autorizadas. Não substitui o Plano de Controle e Monitoramento da entidade nem a assessoria regulatória.

Bloco A — Autorização e documentos

  1. Autorização Especial (AE) vigente e afixada, com as atividades autorizadas (cultivo, transporte, etc.).
  2. Plano de Controle e Monitoramento atualizado — alterações relevantes incorporadas ao documento.
  3. POPs vigentes, versionados e conhecidos pela equipe (ambiental, nutrição, pragas, descarte, qualidade, acesso).
  4. Responsável técnico identificado e cadeia de responsabilidades por área.

Bloco B — Acesso e segurança

  1. Registro de entrada e saída de pessoas nas áreas de cultivo (POP 11), com data, hora e motivo.
  2. Papéis e permissões no sistema: quem pode registrar, quem pode dispensar, quem pode excluir.
  3. Autenticação: contas nominais, dois fatores para quem tem poderes elevados, bloqueio dos aparelhos.
  4. Offboarding: procedimento para remover acesso de quem sai — inclusive a cópia local em tablets.

Bloco C — Identificação de plantas e lotes

  1. Código único por planta, sem reaproveitamento, visível na sala.
  2. Lote definido (sala, data, genética, fenótipo) com etiqueta/QR que abre o histórico.
  3. Linhagem: de que matriz ou semente cada planta veio; clones vinculados à matriz.
  4. Inventário ao vivo: contagem por etapa e por sala bate com o que está no chão.

Bloco D — Ambiente e boas práticas

  1. Leituras ambientais por sala com a frequência do POP (2×/dia é a prática comum), com faixas por fase.
  2. Desvios com ação corretiva registrada no próprio evento (formulário 3.4.1).
  3. Nutrição e tratamentos por lote, com produto, dose, data e carência respeitada antes da colheita.
  4. Inspeções fitossanitárias com observações e fotos; lista de lotes sem observação recente vazia.

Bloco E — THC, qualidade e laudos

  1. Laudos por lote, arquivados e vinculados ao lote correspondente.
  2. Desvios de THC registrados com as ações tomadas (isolamento, investigação, destruição, comunicação) e prazo de comunicação respeitado.
  3. Amostragem documentada: de qual lote, quando, quanto, por quem.

Bloco F — Movimentação, transporte e destruição

  1. Transições de etapa registradas com data, autor e pesos (colheita, secagem, cura, embalagem).
  2. Conservação de massa: nenhuma etapa entrega mais do que recebeu, e as perdas estão explicadas.
  3. Guia de Transporte para cada movimentação entre estabelecimentos, com destinatário, AE e lacres numerados.
  4. Descarte e destruição com motivo, peso, manifesto e resumo por período.

Bloco G — Dispensação e estoque (associações)

  1. Dispensações por associado com código pseudônimo, saldo por embalagem e balanço do período (BSPO) fechando.

Bloco H — Integridade dos registros

  1. Trilha de auditoria exportável, com verificação de integridade (hash encadeado), e retenção das tabelas reguladas por anos, protegida contra exclusão.

Como o Cultivo ajuda em cada bloco

Bloco No app
Acesso e segurança Papéis aplicados no servidor, MFA, bloqueio biométrico, controle de acesso (POP 11)
Identificação Códigos por etapa, lote = sala + dia + genética + fenótipo, QR e etiquetas
Ambiente Leituras 2×/dia, faixas por fase, ação corretiva obrigatória, VPD
THC e qualidade Laudos, desvios de THC, inspeções com foto
Movimentação Transições com conservação de massa, Guia de Transporte, descarte com manifesto
Dispensação Código pseudônimo, saldo por embalagem, BSPO
Integridade Histórico com hash encadeado, verificador, CSV, retenção de 5 anos

Veja o mapa de conformidade e, se quiser, agende uma demonstração com os seus lotes.

Perguntas frequentes

O checklist substitui o Plano de Controle e Monitoramento?

Não. O PCM é o documento da entidade que descreve os controles; o checklist ajuda a verificar se as evidências desses controles existem e estão acessíveis.

Com que antecedência devo revisar?

Idealmente o checklist é um ritual mensal. Se cada item já é um registro do dia a dia, a preparação para a inspeção vira uma conferência de horas, não semanas.

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