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Cultivoby CannaLogBook

Compliance ANVISA

RDC 1.013, 1.014 e 1.015/2026: o que registrar — e como o Cultivo registra

Resumo prático, escrito para quem opera o cultivo. Não substitui a leitura das resoluções nem a assessoria regulatória da sua entidade; use como mapa entre a exigência e o registro que a comprova.

O marco regulatório de 2026 em um minuto

Em 3 de fevereiro de 2026 a ANVISA publicou no Diário Oficial quatro resoluções que, pela primeira vez, regulam o cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais e de pesquisa no Brasil. A maior parte das regras entrou em vigor seis meses depois, em agosto de 2026. Todas partem do mesmo princípio: quem cultiva precisa provar, registro por registro, o que aconteceu com cada planta.

RDC 1.012/2026
Instituições de ensino e pesquisa

Autorização Especial para cultivo com fins de pesquisa, com requisitos de segurança e controle.

RDC 1.013/2026
Pessoas jurídicas que cultivam cannabis para fins medicinais

Autorização Especial (AE) após inspeção sanitária; plantas com THC ≤ 0,3%; Plano de Controle e Monitoramento (acesso, videomonitoramento, movimentação de materiais, identificação de plantas e lotes, estoque, THC, armazenamento, desvios e destruição); comunicação de desvios em até 48 h; transporte com lacres numerados; destruição documentada do material.

RDC 1.014/2026
Associações de pacientes sem fins lucrativos

Ambiente regulatório experimental (sandbox) para produzir e dispensar aos próprios associados, sem comercialização; plano de monitoramento com indicadores e requisitos de controle de qualidade; rastreabilidade de insumos e produtos até a dispensação.

RDC 1.015/2026
Produtos de cannabis (atualiza a RDC 327/2019)

Amplia pacientes elegíveis e vias de administração, permite THC acima de 0,2 % em condições específicas e define requisitos de identificação e rotulagem do produto — GTIN/GS1, fabricação e validade.

Fontes: ANVISA — "Anvisa publica regras para produção de cannabis medicinal" e íntegras no Diário Oficial da União. Consulte sempre o texto vigente.

Mapa de conformidade

Da exigência ao registro que a comprova

Onze frentes que aparecem em inspeções e no dossiê, e o que o Cultivo produz para cada uma.

Identificação de plantas e lotes

RDC 1.013 (PCM) · RDC 1.014 (rastreabilidade)

Código único e sequencial por planta e por etapa (VG-2026-0516, HB-2026-0007…), lote definido por sala + dia + genética + fenótipo, QR em etiqueta impressa do tablet. Linhagem preservada da semente à embalagem.

Controle de movimentação de materiais

RDC 1.013 (PCM)

Toda passagem de etapa é um evento registrado com data, autor e pesos. Colheita → secagem → cura → embalagem com conservação de massa verificada no servidor: um pote de cura não pode somar mais do que a secagem entregou.

Monitoramento de THC e desvios

RDC 1.013 (limite de 0,3 %, comunicação em 48 h)

Laudos laboratoriais por lote e registro de desvio de THC com as ações tomadas, que alimentam o relatório de desvios do dossiê. A comunicação à autoridade é feita pela entidade; o app guarda a evidência.

Balanço de estoque e substâncias controladas

Portaria 344/98 (BSPO) · RDC 1.013 (estoque)

BSPO por período com produção, estoque embalado, dispensações, descarte e contagem de dispensações, gerado a partir dos registros — não de uma planilha refeita. Estimativa de produção e relatórios em PDF.

Transporte entre estabelecimentos autorizados

RDC 1.013, Arts. 22–24

Guia de Transporte numerada (TM-AAAA-NNNN) com destinatário, Autorização Especial, lacres numerados e conteúdo por embalagem; ciclo agendado → em trânsito → entregue, com cancelamento justificado e PDF imprimível.

Destruição e descarte de material

RDC 1.013 · POP 14

Registro de descarte com motivo, peso e manifesto; resumo por período que entra no BSPO. Plantas descartadas saem do lote com histórico preservado.

Dispensação aos associados

RDC 1.014 · LGPD

Dispensação por código pseudônimo (sem nome civil no registro de cultivo), saldo controlado por embalagem e cancelamento com justificativa mantendo a linha para o balanço. API de remessas (Enterprise) com embalagens lacradas, limite mensal em gramas e liberação humana, para integrar a plataforma de pacientes.

Rotulagem e identificação do produto

RDC 1.015

Embalagem com GTIN validado, data de fabricação e validade, faixa GS1-128 na etiqueta e QR que abre o histórico. Lembrete de validade da embalagem no aparelho.

Boas práticas e POPs

PCM · POPs 09, 11, 14, 15 e formulário 3.4.1

Monitoramento ambiental 2×/dia por sala com faixas por fase e ação corretiva obrigatória quando fora da faixa; nutrição, pragas, qualidade e controle de acesso com o POP correspondente; formulários por lote e relatório mensal consolidado.

Segurança, acesso e integridade dos registros

RDC 1.013 (PCM) · IN 134/2022 (sistemas computadorizados)

Papéis aplicados no servidor (visualizador, cultivador, gerente, admin, proprietário), MFA, bloqueio biométrico, trilha de auditoria com hash encadeado e verificador, exportação CSV para o auditor. Retenção de 5 anos protegida por gatilhos no banco.

Proteção de dados pessoais

LGPD

Dados hospedados em São Paulo (sa-east-1); exportação JSON dos dados; exclusão de conta com carência de 30 dias e anonimização das referências pessoais; relatórios de erro com dados pessoais redigidos antes de sair do aparelho.

Relatórios ANVISA no Cultivo: BSPO, estimativas, desvios de THC e prevenção ambiental

No app

Relatórios ANVISA a dois toques do painel

Em Mais → Relatórios ANVISA ficam BSPO, estimativas, desvios de THC e prevenção ambiental. Em Formulários Regulatórios, os POPs por lote e o relatório mensal. EmPlanilhas, o CSV de cada módulo. Tudo gerado do que a equipe já registrou.

Como começar

Sete passos para uma operação inspecionável

Do primeiro dia ao dossiê do período. Veja também o checklist de inspeção.

  1. 1

    Registre o cultivo que já existe pelo assistente de cultivo existente — matrizes, vegetativo e floração ganham códigos e QRs no mesmo dia.

  2. 2

    Cadastre salas com tipo, faixas ambientais e meio de cultivo; imprima a etiqueta de cada lote e pendure na sala.

  3. 3

    Faça as leituras ambientais 2×/dia (ou conecte sensores) e trate cada desvio com a ação corretiva no próprio registro.

  4. 4

    Registre nutrição, tratamentos e inspeções por lote; deixe o app dar baixa no estoque de insumos.

  5. 5

    Na colheita, pese o lote consolidado; siga secagem, cura e embalagem com GTIN e validade.

  6. 6

    Dispense por código pseudônimo e movimente entre unidades só com Guia de Transporte.

  7. 7

    No fim do período, gere BSPO, relatório mensal de POPs e o CSV do histórico com verificação de hash — e anexe ao dossiê.

Perguntas sobre conformidade

Usar o Cultivo garante a conformidade com a ANVISA?

Não. Nenhum software garante conformidade: ela depende da Autorização Especial, do Plano de Controle e Monitoramento, dos POPs e da conduta da equipe. O que o Cultivo garante é que os registros exigidos existam, sejam consistentes e sejam recuperáveis — com integridade verificável e retenção protegida. Recomendamos a revisão dos processos por um responsável técnico e assessoria regulatória.

O Cultivo serve para o sandbox das associações (RDC 1.014/2026)?

Sim. O app nasceu dentro de uma associação de pacientes e cobre a cadeia que a RDC 1.014 pede rastreada: insumos, cultivo, pós-colheita, embalagem e dispensação aos associados, com balanço de estoque e registro pseudonimizado. A dispensação e o transporte só podem ser feitos por contas com papel de gerente ou superior.

Quais formulários e relatórios o app gera?

BSPO por período, estimativa de produção, relatório de desvios de THC, prevenção ambiental (formulário 3.4.1), formulários POP por lote, relatório mensal de formulários (Pro), Guia de Transporte, etiquetas com QR e GS1-128, histórico de atividades com hash em CSV e exportação LGPD em JSON. Planilhas CSV de todos os módulos no Pro.

Por quanto tempo os registros ficam guardados?

Tabelas reguladas (etapas do pipeline, laudos, desvios de THC, descarte, BSPO, dispensações, guias de transporte e histórico de atividades) têm retenção de 5 anos protegida por gatilhos no banco de dados — nem um administrador consegue apagá-las antes. Tabelas operacionais comuns têm prazo menor.

O que é a trilha de auditoria com hash?

Cada evento do histórico recebe um hash calculado a partir do seu conteúdo e do hash do evento anterior, formando uma cadeia. Se um registro for alterado ou removido, a cadeia quebra e o verificador integrado aponta o ponto exato. O CSV exportado carrega os hashes, permitindo conferência independente por um auditor.

Este conteúdo é informativo e reflete a leitura da equipe CannaLogBook sobre as resoluções publicadas em 2026. Não constitui aconselhamento jurídico ou regulatório. Verifique o texto vigente e consulte o responsável técnico da sua entidade.

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